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quarta-feira, 23 de março de 2011

Uma semana que pode definir os próximos anos do Atlético


Que a situação do Atlético é péssima no Brasileirão, todo mundo já sabe. O time é o vice-lanterna, tem a pior defesa e é o que mais perdeu em 25 rodadas. Estreou treinador e goleiro na rodada passada, mas nem isso trouxe um resultado positivo.
E se a situação de momento já é desesperadora, o quadro pode piorar, e muito, até o próximo sábado, por volta das 23h. É neste horário que termina o segundo confronto direto e decisivo do Galo na semana, contra o Atlético-GO, no Serra Dourada. Em caso de derrota ou até mesmo empate, o time pode se considerar virtualmente rebaixado para a série B de 2011.
Mas antes do xará goianiense, o Atlético tem outro jogo duríssimo fora de casa, contra uma das equipes que também pode entrar na briga para não cair. Trata-se do Ceará, cujo confronto será nesta quarta-feira, às 22h. Mais uma vez, o Galo precisa vencer se quiser escapar da queda eminente em 2010. Um empate também não serve.
Essas duas partidas, com certeza, vão mostrar qual rumo o time mineiro irá tomar nesta temporada, mas mais do que isso, em caso de reveses, pode significar apenas a ponta do iceberg da equipe para os próximos anos.
Dizer que para este Brasileirão foram feitos altíssimos investimentos também é chover no molhado, mas as conseqüências de um novo rebaixamento, apenas cinco anos após o primeiro, podem ser devastadoras para o clube financeiramente.
Com base em um levantamento da consultora Crowe Horwath RSC, feito em 2009, o Atlético tem a quinta maior dívida entre os clubes brasileiros, cuja soma chega a R$ 285.836.000 milhões. E esse número deve crescer quando as planilhas de 2010 estiverem fechadas, já que num outro levantamento feito recentemente por uma revista especializada em esportes, foi divulgado que a folha de pagamento do Galo aparece como a terceira maior do país. Fica atrás apenas de Fluminense e Corinthians, líder e vice-líder do Brasileirão respectivamente.
Em caso de queda, e com gastos tão altos, os números do Atlético podem piorar, já que na segunda divisão os investidores são raros no futebol brasileiro. Com esse cenário, o prognóstico não é dos mais animadores, já que o clube, sem dinheiro e rebaixado, terá a missão de montar uma equipe capaz de retornar à série A em 2012.
Mas esse cenário nebuloso ainda não se tornou realidade para o Galo, e para que este post continue sendo uma mera especulação, é preciso que os jogadores, sob a batuta de Dorival Júnior, dêem uma resposta nas 13 rodadas que restam da competição.

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