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quarta-feira, 23 de março de 2011

Deixem o Guilherme em paz!




Paulo César Fonseca do Nascimento é conhecido no futebol como Tinga, por ter sido criado na Restinga, bairro de Porto Alegre. Começou sua carreira nas categorias de base do Grêmio, onde conquistou duas Copas do Brasil, dois Campeonatos Gaúchos e uma Copa Sul. Passou um tempo no Japão, mais uns meses no Botafogo e outra temporada em Portugal. Até que voltou para o Brasil, para jogar no rival do Grêmio, o Internacional, onde conquistou a Libertadores e o mundo com a camisa vermelha.
Muller é o apelido de Luís Antônio Correa da Costa. O habilidoso atacante se destacou pelo São Paulo, onde ganhou todos os títulos possíveis e imagináveis. Depois jogou por Palmeiras, Santos, Corinthians e até pela Portuguesa de Desportos. Se não brilhou tanto como nos tempos de Morumbi, honrou a camisa de todos os outros clubes que defendeu.
Como Tinga e Muller, vários outros jogadores mundo afora jogaram por clubes rivais. Ronaldo defendeu Real Madrid e Barcelona, Inter e Milan. O português Luís Figo também jogou pelos dois gigantes espanhóis. Diego Souza, que recentemente deixou o Atlético-MG, já jogou por Fla e Flu e agora está no Vasco. Como estes, Romário, Bebeto, Edmundo, Casagrande, Rivaldo, Renato Gaúcho… enfim, a lista é grande. Seriam todos os craques citados acima traidores ou apenas profissionais que aproveitaram boas chances na carreira?
Se é tão normal, então, jogar por dois grandes rivais, deixem o Guilherme em paz! O atacante maranhense, revelado nas categorias de base do Cruzeiro, está chegando para defender o Galo. Mas pela reação da torcida mineira parece que cometeu um genocídio.
Guilherme saiu do Brasil no começo de 2009 e, desde então, jogando na Rússia e na Ucrânia, nunca mais mostrou o mesmo futebol da época do Cruzeiro. Nada mais natural que quisesse, então, voltar à terra natal. Se a proposta foi boa pra o atleta, que mal há no fato de ter vindo do maior rival do antigo clube?
A lista de jogadores que brilharam pelos dois principais times de Belo Horizonte é extensa. Nelinho, Palhinha, Éder, Luizinho, Toninho Cerezo, entre muitos outros. E todos eles são figuras da mais alta respeitabilidade e caráter. Por que então crucificar um jovem de 22 anos que está apenas no início da carreira?
Se Guilherme vai dar certo ou não na volta para o futebol mineiro é outro assunto. Ele é um garoto de boa índole, que não se envolve em problemas extracampo e repleto de talento, que só precisa de tranquilidade e cabeça no lugar para desenvolver seu potencial. Então, é isso. Deixem o Guilherme em paz!

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