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domingo, 4 de março de 2012

Luxemburgo elogia Bertoglio, mas pede calma com o argentino.


Facundo Bertoglio fez sua estreia pelo Grêmio contra o Cerâmica no Gauchão (Foto: Edu Andrade/Grêmio FBPA)Facundo Bertoglio fez sua estreia pelo Grêmio
(Foto: Edu Andrade/Grêmio FBPA)
Com a camisa 7 que já foi de Renato Gaúcho, Facundo Bertoglio estreou na tarde deste domingo pelo Grêmio. Substituindo Marquinhos, ele participou apenas dos quinze minutos finais da vitória de 2 a 1 sobre o Cerâmica, na primeira rodada do segundo turno do Campeonato Gaúcho. E foi muito elogiado. Movimentando-se muito, com bons passes, dribles e conclusões a gol, Bertoglio de imediato recebeu os aplausos dos torcedores, e as observações positivas dos jornalistas. Ao final o técnico Vanderlei Luxemburgo o elogiou também, mas pediu calma.
- Ele tem muita qualidade. É um jogador de velocidade com mudança de direção. Ele vai ter muito espaço pela possibilidade de se mudar o esquema com ele. Mas estamos descobrindo esse jogador. O moleque é muito jovem, joga como segundo atacante, ou como terceiro. Para encaixar como terceiro tem que ser um pouquinho diferente, como encaixei hoje, porque o Cerâmica já estava um pouquinho aberto - disse o treinador, sobre o meia de apenas 21 anos.
O pedido de calma se deve à indefinição sobre a melhor maneira de se utilizar Bertoglio:
- Tenho que descobrir o espaço que está melhor para ele. Hoje ele funcionou como terceiro homem. Coloquei o Bertoglio saindo um pouco pelo lado. Não sei se quando o adversário estiver fechado ele vai conseguir imprimir essa velocidade. Temos de ter calma.
Luxemburgo, em entrevista à Rádio Gaúcha, disse ainda que Bertoglio deve atuar preferencialmente como segundo atacante.
- Acho que ele vai se sair muito bem como segundo atacante. Como ele dribla muito, e tem velocidade, o jogador de drible precisa estar próximo do gol - concluiu.

terça-feira, 29 de março de 2011

Victor retorna ao gol do Grêmio distribuindo elogios aos reservas


Por Eduardo CecconiPorto Alegre
victor no treino do grêmio (Foto: Eduardo Cecconi / Globoesporte.com)Victor, ao lado de Busatto e Matheus
(Foto: Eduardo Cecconi / Globoesporte.com)
A serviço da Seleção Brasileira, Victor desfalcou o Grêmio em duas partidas recentes do Gauchão: as vitórias de 6 a 0 sobre o Inter-SM, quinta; e 3 a 1 no Pelotas, domingo. Marcelo Grohe foi o substituto, sofrendo apenas um gol e defendendo um pênalti.
Também no estadual, o titular do gol tricolor já havia aberto espaço a Matheus, jovem de boa atuação na derrota dos reservas para o Cruzeiro-Poa. No retorno de Londres, onde assistiu ao companheiro Júlio César atuar nos 2 a 0 do Brasil sobre a Escócia, Victor tratou de elogiar os companheiros.
- As atuações do Marcelo foram bastante seguras. Isso é bacana dentro do grupo, porque a disputa por posição eleva o nível técnico. Sempre que eu precisar sair, sendo convocado, o Marcelo, o Matheus e também o Busatto já mostraram que têm condições de jogar e fazer um bom papel - disse Victor.
Ele se mostrou satisfeito com a conquista de seis pontos durante sua ausência:
- Foram vitórias importantíssimas, que nos deixam em boa posição no campeonato, e seguimos brigando para terminar o turno na liderança do grupo. É importante para dar confiança à equipe.
Victor retorna ao time do Grêmio às 20h de quarta-feira, em Caxias do Sul, contra o Juventude. E o goleiro titular lembra que o clássico sempre apresenta maior grau de dificuldade quando disputado no Estádio Alfredo Jaconi.
- É sempre difícil jogar lá, o campo é apertado, com a torcida próxima e pressionando - concluiu.

Bloqueio adversário na esquerda pode ajudar Gabriel a avançar


Por Eduardo CecconiPorto Alegre
mariano e gabriel, fluminense x grêmio (Foto: Wallace Teixeira / Photocâmera)Gabriel planeja combinações também pela direita
(Foto: Wallace Teixeira / Photocâmera)
No 4-4-2 com meio-campo em losango do Grêmio, criado por Renato Gaúcho no segundo semestre do ano passado, o lado esquerdo é o mais ofensivo.
Isso porque Lúcio, agora meio-campista, auxilia o lateral - Gilson ou Bruno Collaço - nas combinações por esta faixa de campo.
Na direita, Adilson é um jogador de marcação, que auxilia o primeiro volante Fábio Rochemback, contribuindo menos no ataque em comparação com Lúcio.
Na lateral-direita, Gabriel tem avançado menos para dar equilíbrio aos movimentos da equipe, ajudando também na marcação.
- Dependendo do sistema que vamos usar, os laterais têm mais liberdade ou ficam mais presos - explicou.
Mas a maioria dos adversários do Grêmio tem se preocupado em bloquear as passagens de Lúcio  sincronizadas com o lateral-esquerdo. Outras alternativas são treinadas para driblar esta dificuldade. Uma delas é dar maior liberdade a Gabriel. Mas o lateral-direito pede a aproximação dos companheiros para realizar as tabelas.
- Isso pode me ajudar se eu tiver o auxílio de um jogador que faça isso na direita, como acontece na esquerda. Como são canhotos, o Douglas, o Lúcio, o Gilson e o Collaço jogam por ali, e os adversários estão marcando. Quando eu tiver ajuda na direita, as jogadas vão sair - explicou.

Da lateral para o meio-campo, Lúcio aumenta o repertório de fundamentos


Por Eduardo CecconiPorto Alegre

No futebol dos videogames de última geração os jogadores virtuais são diferenciados pelas suas habilidades. Em uma lista, estrelas apontam os fundamentos que caracterizam o atleta selecionado. Um bom atacante, por exemplo, tem na sua constelação de virtudes o chute forte, o drible, a cabeçada...quanto mais sinalizações, maior a qualidade. Estudar os fundamentos permite à pessoa que manipula o controle contextualizar em qual posição o nome selecionado apresenta melhor desempenho.
Analogia semelhante pode ser feita na vida real, onde a inteligência artificial dos videogames busca inspiração. É o caso do lateral-esquerdo Lúcio, do Grêmio, que na migração ao meio-campo agregou mais estrelas à sua lista pessoal de fundamentos.
Com 31 anos, Lúcio sempre foi lateral. Mas, há 24 partidas, atua como meia na segunda linha do losango elaborado pelo técnico Renato Gaúcho no 4-4-2 tricolor. Precisou adaptar-se em uma região do campo que exige outros atributos.
- No início eu me sentia tipo um cachorro que caiu da mudança (risos). Não sabia como me posicionar ali para marcar, principalmente. Então o Renato conversava comigo, dizia como fazer, e eu fui me adaptando - lembrou.
Lúcio do Grêmio jogando video game  (Foto: Eduardo Cecconi / GLOBOESPORTE.COM)Lúcio foi lateral por 11 anos, agora é meio-campista, há 24 jogos (Foto: Edu Rickes)
Essa transformação aconteceu subitamente. Lúcio voltava de lesão, ano passado, e treinava em um coletivo dos reservas contra os juniores. Por acaso, faltava um atleta para preencher a faixa esquerda do losango na equipe de suplentes. Despretensiosamente, Lúcio foi escalado na função.
Com uma naturalidade surpreendente, Lúcio agradou. Às vésperas do encerramento de contrato, sem saber se ficaria no Grêmio, e com a lateral-esquerda ocupada pelo titular Fábio Santos, estreou o improviso em 29 de setembro. E destacou-se na vitória de 4 a 2 sobre o São Paulo.
Desde então é titular da função, a ponto de renovar contrato e de receber a camisa 11, não mais a 6, na numeração fixa do clube em 2011.
- É como eu digo, agora não é mais improviso. Improviso é quando você joga dois ou três jogos. Já estou com mais de vinte.
O Xavi, por exemplo, não corre com a bola mas ele está sempre com a bola. Ele toca rápido e se movimenta para receber."
Lúcio, jogador do Grêmio
Lúcio reconhece a necessidade de aprender mais sobre o trabalho no meio-campo. Tendo no espanhol Xavi, do Barcelona, a principal referência, o jogador gremista assiste a vídeos de outras equipes para observar o comportamento dos meias. E, também, analisa o próprio desempenho nas gravações dos jogos do Grêmio:
- Eu vejo nesses vídeos a movimentação e o toque de bola. O Xavi, por exemplo, não corre com a bola mas ele está sempre com a bola. Ele toca rápido e se movimenta para receber. É isso que precisa ser feito ali no meio. Ficar o menor tempo possível com a bola no pé, tocar e movimentar para receber.
Como lateral, Lúcio precisava de velocidade para fazer as ultrapassagens pelo lado do campo, de aceleração para vencer os marcadores na corrida, e de boa capacidade para marcar. Ele tinha, ainda, o conhecimento da função. No meio-campo acendeu a luz de outras estrelas em sua lista de habilidades.
- Ali no meio a gente se desgasta mais, movimentando o tempo inteiro, precisa de mais resistência. O raciocínio também tem que ser mais rápido. Assim como o passe precisa ser rápido. No meio-campo o jogador fica de costas para o adversário, para girar precisa de agilidade.
Aperfeiçoando-se, agregando fundamentos ao repertório, Lúcio recorda uma frase do atacante colombiano Muñoz, com quem atuou no Palmeiras:
- Ele dizia que para jogar em time grande o jogador não pode ter apenas uma qualidade. Ele precisa saber fazer mais de uma coisa. E é isso mesmo o que acontece.

domingo, 27 de março de 2011

Conforto para pensar na Libertadores

Tricolor tem problemas no primeiro tempo, mas busca vitória por 3 a 1 na etapa final, com gols de Willian Magrão, Rodolfo e Rafael Marques


Talvez tenha mais valor para a Taça Libertadores do que para o Campeonato Gaúcho essa vitória de 3 a 1 conquistada pelo Grêmio na tarde deste domingo, sobre o Pelotas, na Boca do Lobo. Em uma chave embolada no estadual, o Tricolor alcançou o conforto de que precisava com a quase certeza da classificação. O resultado, desenhado com gols de Willian Magrão, Rodolfo e Rafael Marques, dá ao técnico Renato Gaúcho o direito de aumentar o foco na Libertadores, a competição que mais interessa ao clube do Olímpico.
A atuação do Grêmio não foi das melhores. Sem seu capitão, Fábio Rochemback, o time visitante foi muito ameaçado pelo Lobão no primeiro tempo. Quase saiu derrotado. Mas veio a etapa final, e o Tricolor, com muito mais fôlego, alcançou o resultado. Sandro Sotilli marcou o gol do Pelotas.
A vitória levou o Grêmio para nove pontos, na terceira colocação do Grupo B da Taça Farroupilha, mas com um jogo a mais para disputar. O Pelotas, com cinco, segue em quinto, fora da zona de classificação. O Tricolor volta a campo na quarta-feira, em Caxias do Sul, para enfrentar o Juventude.
Pelotas superior ao Grêmio no primeiro tempo
Makelele, de passagem discreta pelo Grêmio, resolveu infernizar o ex-clube neste sábado. Ele foi a autoestrada que ligou a defesa do Pelotas ao ataque com uma velocidade que os tricolores não conseguiram segurar. Faltou pouco para o time de Renato Gaúcho sair perdendo na etapa inicial.
O Lobão teve mais e melhores chances de gol. E quase sempre com Makelele. Ele teve três chutes perigosos: um defendido por Marcelo Grohe, um que passou rente à trave esquerda do goleiro e outro que sobrevoou a baliza. Sandro Sotilli, de cabeça, também ameaçou o Grêmio. Mas a grande oportunidade foi de Clodoaldo. Ele recebeu livre, encaixou o corpo e bateu colocado. Grohe pegou sem grandes problemas.
William Magrão comemora gol do Grêmio (Foto: Wesley Santos / PressDigital)
O Grêmio foi a campo quase completo, excetuados os casos do lateral-esquerdo Gilson e do volante Fábio Rochemback. Mas os atletas pareciam recém-apresentados uns aos outros. Douglas não conseguiu se encontrar na articulação, e Borges acabou pouco acionado no ataque, onde esteve acompanhado por Escudero.
Mas o Tricolor, ressalvada a pouca inspiração, também conseguiu ameaçar. E foi pelo alto. Rodolfo, aos 33 minutos, e Escudero, aos 40, mandaram conclusões parecidas. E forçaram o goleiro Dionattan a defesas igualmente complicadas. Quase.

Gols aparecem, e Grêmio vence o jogo
Os gols, ausentes no primeiro tempo, deram as caras na etapa final. Com o garoto Leandro no lugar de Escudero, o Grêmio tentou se tornar mais agressivo. E conseguiu marcar primeiro, mas em uma jogada de atletas de defesa.
Foi aos oito minutos. O zagueiro Rodolfo apareceu pela esquerda e, feito lateral, mandou o cruzamento. A bola passou pela defesa pelotense e foi parar do outro lado. Quem apareceu para concluir foi o volante Willian Magrão. Ele desviou do goleiro e fez a festa.
Mas por apenas um minuto. No ataque seguinte, o Pelotas alcançou o empate. Sandro Sotilli aproveitou cruzamento da esquerda e fez aquilo que virou hábito para ele há anos e mais anos no Gauchão. Marcelo Grohe não teve como salvar a conclusão do goleador: 1 a 1.
O Grêmio, apesar do gol sofrido, logo deu sinais de que estava mais sólido em campo. Leandro, mesmo bem marcado, conseguiu incomodar na frente. O garoto mandou dois chutes cruzados: um por cima, outro defendido por Dionattan. E aí saiu o gol, mas de um zagueiro.
Aos 28 minutos, Douglas apareceu na partida. Foi dele o cruzamento para Rodolfo, de cabeça, recolocar o Grêmio na frente. Com o adversário cansado, restava ao Tricolor administrar o resultado na parte final da partida. Mas ele fez mais do que isso: Rafael Marques, aos 44 minutos, de cabeça, fechou o placar.

PELOTAS 1 X 3 GRÊMIO
Dionattan, Eduardo Eré, Jonas, Junior Paulista e João Rodrigo; Wanderson (Cléber), Gavião, Makelele (Márcio Tinga) e Alan (João Paulo); Sandro Sotilli e Clodoaldo.Marcelo Grohe, Gabriel, Rodolfo, Rafael Marques e Bruno Collaço; Adílson, Willian Magrão (Vinícius Pacheco), Lúcio e Douglas; Escudero (Leandro) e Borges (Fernando).
T: Armando DesessardsT: Renato Gaúcho
Estádio: Boca do Lobo, em Pelotas. Data: 27/03/2011. Árbitro: Leandro Vuaden. Auxiliares: Júlio César dos Santos e Paulo Ricardo Conceição.
Gols: Willian Magrão, aos oito, Sandro Sotilli, aos nove, Rodolfo, aos 28, e Rafael Marques, aos 44 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Adílson, Willian Magrão (Grêmio); Eduardo Eré, Wanderson, João Rodrigo (Pelotas).

sábado, 26 de março de 2011

No Grêmio, Júnior Viçosa se transforma em centroavante


Por Eduardo CecconiPorto Alegre
Viçosa gol Grêmio (Foto: Site Oficial do Clube)Viçosa estreou com gol (Foto: Site Oficial do Clube)
Júnior Viçosa chegou ao Grêmio considerado um jogador de maior movimentação, um atacante que atua pelos lados do campo. Mas, aos poucos, ele foi sendo levado pelo técnico Renato Gaúcho para o centro da área, transformando-se em uma referência ofensiva.
Foi desta forma que ele marcou um belo gol na vitória de 6 a 0 sobre o Inter-SM, na noite de quinta-feira.
Ainda assim, ele acredita que sua melhor atuação pelo Grêmio foi na estreia, quando fez um gol na vitória de 2 a 1 sobre o Cruzeiro, ano passado, pelo Brasileirão.
- Minha melhor partida pelo Grêmio foi aquela contra o Cruzeiro, na minha estreia. No ASA eu era jogador de movimentação, aqui o Renato me pede para jogar mais como pivô na área, isso está facilitando - afirmou.
Viçosa tem recebido orientações do técnico Renato Gaúcho e do auxiliar Alexandre Mendes, para aprimorar fundamentos como passe, chute e posicionamento:
- O Renato cobra isso muito nos jogos, para não ficar impedido, estou trabalhando para me aperfeiçoar nesses fundamentos.
Com grande concorrência no ataque, Viçosa ainda não sabe quem será titular.
- Todo mundo está trabalhando para ganhar uma oportunidade, mas a decisão é do Renato - disse.

Apesar da fama repentina, Leandro mantém a humildade no Grêmio


leandro grêmio (Foto: Eduardo Cecconi/Globoesporte.com)Leandro faz sucesso com apenas 17 anos
(Foto: Eduardo Cecconi/Globoesporte.com)
Com apenas 17 anos Leandro já ocupa boa parte das páginas destinadas à cobertura do cotidiano gremista. Meia-atacante talentoso, em três oportunidades recebidas no time principal ele marcou três gols e ofereceu uma assistência. No treino coletivo da tarde de sexta-feira, mais dois gols, e aplausos dos torcedores.
Renato Gaúcho cogita até mesmo inscrevê-lo na segunda fase da Taça Libertadores, confirmando-se a classificação no Grupo 2. Mas, segundo o meia Douglas, o sucesso não modificou o comportamento de Leandro.
- No futuro vocês vão ouvir falar muito do Leandro. É um moleque sensacional, inteligente dentro de campo, humilde fora de campo - disse o camisa 10.
Para Douglas, Leandro é um jogador que oferece alternativas com movimentação e inteligência para receber os passes e concluir as jogadas.
- No jogo ele mostrou mais uma vez que tem qualidade, aproveitou a oportunidade. Ficamos feliz de tê-lo no grupo, ele vai contribuir muito ainda - afirmou.

Douglas pede o fim do marasmo com a recuperação da atitude



Mithyuê, Fernando e Douglas do Grêmio (Foto: Futura Press)Douglas mira a volta da atitude (Foto: Futura Press)
Funcionou a cobrança generalizada do grupo profissional do Grêmio. Presidente, dirigentes do departamento de futebol e o técnico Renato Gaúcho pediram aos jogadores mais atitude. A ideia é recuperar o comportamento da temporada passada, quando o Grêmio deixou a zona de rebaixamento e finalizou o Brasileirão no 4º lugar.
Depois das reuniões de mobilização, o Grêmio disputou dois jogos. Venceu o Porto Alegre por 3 a 0 e o Inter-SM por 6 a 0 - nove gols marcados, nenhum sofrido, e o retorno da 'pegada' exigida. Para o meia Douglas, o Grêmio precisa jogar assim, sempre acima de 100 quilômetros por hora.
- Nós jogadores conversamos sobre isso, a gente sabe que não pode entrar em campo com aquele marasmo. Estamos devendo um pouquinho, e conversando o bastante para não ter esse tipo de problema. Vamos mudar essa vontade, porque ano passado a gente jogava dessa forma, pressionando a todo momento, a 100 por hora, 120 - disse o meia.
Douglas não sabe, entretanto, o que motivou a queda na atitude dos jogadores:
- Não sei te dizer. Tivemos uma sequência boa, começamos bem, e acabamos entrando nesse marasmo. Isso fez o time perder a força, perder a confiança. Precisamos focar no trabalho de novo e trabalhar forte sempre para estar bem nos jogos. Treinar forte para jogar forte.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Opções para criar

Camisa 10 prefere atuar com mais opções no ataque para armar as jogadas


 
deivid e douglas, grêmio x atlético-pr (Foto: Edu Andrade / Agência Estado)Douglas é o articulador central do 4-4-2 com meio-campo em losango do Grêmio. Do seu pé esquerdo partem as jogadas de ataque de uma equipe naturalmente ofensiva, de acordo com as predileções do técnico Renato Gaúcho.
Apesar da venda de Jonas para o Valencia, e da lesão de André Lima, o treinador ainda conta com alternativas para formar a dupla de frente.
Borges, Júnior Viçosa, Escudero, Leandro, Diego Clementino, Carlos Alberto e Vinicius Pacheco são os principais concorrentes.
Para Douglas, a fartura de opções e a filosofia de Renato são boas para seu estilo de jogo.
- Não tinha trabalhado ainda com um treinador tão ofensivo quanto o Renato. Mas ele também sabe que em algumas horas não poderá ser tão ofensivo assim. Quando puder jogar, não tenha dúvida que eu prefiro dessa forma - afirmou.
Sobre Escudero, argentino que tem recebido as mais recentes oportunidades, Douglas acredita que a fórmula é boa. Se não der certo, tenta-se outra alternativa.
- O Escudero tem uma movimentação boa, ele sabe jogar lá na frente, são características diferentes do Borges e do André Lima. Não tem o que falar, são jogadores diferentes com qualidades diferente. Ele está se soltando mais, só faltou o golzinho dele - disse, para completar:
- Em um dia dá certo, no outro não. O Viçosa não é tanto de jogar postado lá na frente e deu certo também. Quando não dá certo a gente procura inventar, encontrar outras opções.